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Neuromodulação no autismo

07/06/2021

Você sabia que a neuromodulação pode auxiliar no tratamento do transtorno do espectro do autismo?

Uma revisão sistemática envolvendo 23 estudos que abordaram o uso da neuromodulação para o tratamento de crianças com transtorno de espectro do autismo (TEA) indicou que esta técnica pode ser eficaz em diminuir os comportamentos repetitivos e estereotipados (considerado um dos principais sintomas do TEA).

Além disso, parece haver evidências razoáveis de que o uso clínico da neuromodulação em pacientes com TEA é seguro e bem tolerado. Não há relatos na literatura de efeitos adversos graves, e os que foram descritos foram em sua maioria bem tolerados e transitórios.

Vale lembrar dois aspectos importantes:

  • 1. O uso da neuromodulação não descarta a importância de outras técnicas já citadas na literatura como acupuntura, dieta livre de glúten e caseína, intervenções comportamentais intensivas, musicoterapia, entre outras.
  • 2. Os efeitos da neuromodulação são potencializados quando associada a outras terapias; Isto porque a intenção da neuromodulação é preparar o ambiente neuronal para facilitar a resposta terapêutica de outras técnicas. Então o trabalho multiprofissional e especilizado é essencial para melhor eficácia da técnica.

Texto: Lívia Shirahige – CREFITO: 205194-F

Fonte:

Barahona-Corrêa et al. (2018). Repetitive transcranial magnetic stimulation for treatment of autism spectrum disorder: A systematic review and meta-analysis. Frontiers in integrative neuroscience, v.12. Lyra et al. (2017). What do Cochrane systematic reviews say about interventions for autism spectrum disorders? São Paulo Medicine Journal, v.135, n. 2, p. 192-201.